Férias

Calcule quanto vai receber de férias: terço constitucional, abono pecuniário e descontos de INSS e IR. Valores de 2026. Grátis.

O abono pecuniário não tem desconto de INSS nem de IR: só o valor de férias e o terço entram nessa conta.

Valores aproximados, de caráter informativo. Confirme com contador/RH.

Como usar

Digite o salário bruto no primeiro campo, o valor do contracheque antes dos descontos. No segundo, informe os dias de férias: de 1 a 30. No terceiro, coloque quantos dias pretende vender como abono, até 10, sem passar de 30 na soma dos dois campos. Quem recebe comissão ou hora extra digita a média mensal no último campo.

A calculadora mostra o valor bruto das férias e o terço constitucional, com o abono quando houver. Um exemplo com números reais: salário de R$ 3.000 e 30 dias sem venda resultam em férias brutas de R$ 3.000 e terço de R$ 1.000. O INSS sobre os R$ 4.000 somados fica em R$ 368,60, e o IR fica zerado pela isenção de 2026, porque o total não passa de R$ 5.000. O líquido chega a R$ 3.631,40.

Como as férias são calculadas

O cálculo parte do valor do dia de trabalho: salário mais a média de variáveis, dividido por 30. Esse valor multiplicado pelos dias de férias tiradas define as férias brutas. O terço constitucional soma mais um terço desse total, garantido pela Constituição.

O INSS e o imposto de renda incidem sobre a soma das férias brutas com o terço, nunca sobre o abono. As alíquotas seguem a tabela de 2026, com o redutor da isenção incluído: quem fica com o total tributável até R$ 5.000 não paga IR. Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, um redutor reduz parte do imposto da tabela cheia; acima disso, a tabela vale sem ajuste.

Abono pecuniário: a parte sem desconto

Vender dias de férias troca parte do descanso por dinheiro, até o limite de 10 dias por período aquisitivo. O valor do abono usa o valor do dia de trabalho, acrescido do terço. A lei trata esse valor como indenização, fora da base do INSS e do IR. Ele entra inteiro no líquido.

Um trabalhador com salário de R$ 3.000 que tira 20 dias e vende 10 recebe R$ 2.000 de férias brutas e R$ 666,67 de terço. O abono desses 10 dias soma R$ 1.333,33. Sobre os R$ 2.666,67 de férias mais terço incide o INSS de R$ 215,69; o IR continua zerado. O líquido final soma R$ 3.784,31: o abono passa direto, sem desconto.

A venda costuma compensar financeiramente, já que o abono foge do INSS e do IR. Cabe a cada trabalhador pesar o valor a mais contra os dias de descanso perdidos. Os valores de INSS e IR mudam todo ano em janeiro; confira com o contador ou o RH.

Perguntas frequentes

O que é o terço constitucional?

Um adicional de 1/3 sobre o valor das férias, garantido pela Constituição. Quem tira 30 dias com salário de R$ 3.000 recebe mais R$ 1.000 de terço.

Vender 10 dias de férias vale a pena?

Financeiramente costuma valer: o abono pecuniário não tem desconto de INSS nem de imposto de renda. A troca é receber mais e descansar menos.

Férias têm desconto?

Sim. INSS e imposto de renda incidem sobre as férias e o terço. Só o abono da venda de dias fica isento.

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